Paulo Liebert/AE
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Deputado diz que não há provas de que advogada tenha sido coagida por membros da CPI da Petrobrás

Presidente paulista do PMDB, Baleia Rossi, disse que convocação de Beatriz Catta Preta para se explicar à comissão foi anterior ao depoimento de Júlio Camargo, seu ex-cliente, e que suposta retaliação de aliados de Eduardo Cunha a ela 'não tem nexo'

Ana Fernandes e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 11h41

SÃO PAULO - O presidente paulista do PMDB e deputado federal, Baleia Rossi, disse nesta sexta-feira, 31, que, por ora, não há nenhuma comprovação de que a advogada Beatriz Catta Preta tenha sido coagida por integrantes da CPI da Petrobrás - controlada pelo PMDB. "Não vi nenhuma prova que efetivamente possa comprovar alguma ação (de ameaça)", disse o deputado.

Baleia evitou comentar o assunto com maiores detalhes, destacando que não integra a CPI, mas ressalvou que a convocação de Catta Preta para explicar à CPI a origens de seus honorários foi anterior ao depoimento do lobista Júlio Camargo - o delator da Lava Jato acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter pedido propinas no valor de US$ 5 milhões. "Não acho que tem nexo uma coisa com a outra", disse, sobre a suposição de que seria uma retaliação de aliados de Cunha à então advogada dos delatores.

Em entrevista ao Estado, Catta Preta disse nessa quinta-feira que estava abandonando a carreira por estar sofrendo de ameaças de forma "velada e insistentemente". "Sou ameaçada de forma velada, insistentemente, por pessoas que se utilizam da mídia para tanto, bem como pelas declarações de políticos membros da CPI", disse.

Baleia participa de evento do PMDB mulher na capital paulista. 

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