Deputado defende medidas de segurança para Cachoeira

Por entender que o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, se encontra numa "situação de risco", o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que adotem providências para impedir que ele venha a ser assassinado ou intimidado na prisão. Preso desde o dia 29 de fevereiro, Cachoeira está sendo transferido do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) para o presídio da Papuda, no Distrito Federal.

ROSA COSTA, Agência Estado

17 de abril de 2012 | 16h59

Escórcio alega que o fato do contraventor conhecer toda a rede de operações faz dele um alvo em potencial dos envolvidos. O deputado solicita a inclusão de Cachoeira no programa de proteção a testemunhas e acusados. "É inegável que nessa condição (de ser mantido no presídio), o acusado - hoje sob a tutela do Estado - pode vir a sofrer toda sorte de ameaças, violência e intimidação, o que pode comprometer sobremaneira a investigação em curso", argumenta o parlamentar, em ofício encaminhado ao presidente da Câmara e ao ministro.

O deputado maranhense prevê, ainda, que o presídio da Papuda não tem condições de assegurar efetivamente a integridade física e psicológica de Cachoeira. Escórcio aponta como motivo da sua iniciativa o interesse em apurar os fatos, sobretudo por se sentir vítima de "ações ilegais perpetradas pelo acusado e demais integrantes do esquema investigado que, que envolveria autoridades públicas, políticos, empresários e veículos da mídia". Ele se refere ao fato de, em 2007, ter sido acusado de espionar políticos goianos a mando do então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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