Deputado de SP vai responder por crime comum

O deputado estadual Waldemar Alves Faria Júnior, - o mais votado nas últimas eleições - e integrante da bancada da Igreja Universal do Reino de Deus, estreou em São Paulo a emenda constitucional que quebra a imunidade de parlamentares acusados de crimes comuns. O deputado vai responder a processo por um golpe de milhões de reais, referente a vendas de carnês intitulados ?Seguro da Sorte? em casas lotéricas.O desembargador Flavio Pinheiro, relator do processo, marcou para a tarde de amanhã, no Tribunal de Justiça (TJ), a tomada de depoimento do deputado e de seu irmão Fábio Malvestio Faria, e de outros diretores da Top Vida Projetos Sociais Ltda. Tudo indica que o deputado não comparecerá, pois o oficial de justiça incumbido de intimá-lo não conseguiu localizá-lo.O inquérito vinha se arrastando no TJ desde de 1º de agosto de 2000 aguardando autorização da Assembléia Legislativa para processar Faria Júnior. Agora, a nova lei abriu a oportunidade para se iniciarem as investigações.Pinheiro deferiu integralmente uma série de diligências requeridas pelo Ministério Público. Delegou ainda poderes a Delegacia de Identificação e Registros Diversos e outros órgãos da Polícia Civil para que, em 60 dias concluam a coleta de provas pretendida pelo Ministério Público. As investigações pretendem apurar crimes de falsidade ideológica, publicidade enganosa contra o consumidor e contra a economia popular, que teria ocorrido quando a Top Vida realizou uma quinta edição de venda de carnês, sem o respaldo da Susepe. A Top Vida teria deixado de recolher à seguradora Companhia Excelsior de Seguros quase a metade da quantia de R$ 4.651.744,80, arrecadada com a venda de cartelas. O projeto Top Vida teria sido desenvolvido pela Rede de Televisão Record, onde foi comercializado.

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