Deputado culpa peemedebista

O deputado Pedro Kemp, líder do governo Zeca do PT na Assembléia de Mato Grosso do Sul entre 2003 e 2006, atribuiu a "uma natural movimentação política e à inoperância do atual governo" a sucessão de denúncias contra o ex-governador. "O governo não tem feito investimentos, suspendeu programas sociais e por isso sofreu desgate muito acentuado. Em função de ter paralisado as ações que estavam em curso, eles precisam fazer mais política. Avizinha-se a eleição municipal, então querem compensar essa falta de investimentos com acusações sem fundamento contra o principal adversário, que é o PT."Kemp destacou que Zeca assumiu o governo em 1999, "numa condição muito mais difícil e desfavorável" que a de seu sucessor, André Puccinelli. "O antecessor do Zeca era PMDB e deixou 4 folhas salariais em atraso. Assumimos um Estado paralisado, com muitas dívidas." Para o deputado, a declaração de Puccinelli sobre a necessidade de construção de cadeia para "companheiros" faz parte do jogo político."Eles tentam fazer esse tipo de crítica para desconstruir a imagem do Zeca", acentuou Kemp. "As denúncias estão sendo apuradas, o Ministério Público está cumprindo seu papel constitucional, mas o governo já quer condenar as pessoas sem que elas tenham sido ouvidas. Zeca não foi ouvido e está sendo submetido a um linchamento público. Querem criminalizar alguns companheiros do nosso partido e prejudicar o PT nas próximas eleições."O deputado afirmou que "não preocupa nem um pouco" a iniciativa do PSDB e do DEM, que requereram cópias das auditorias em atos de Zeca. Ele rechaçou suspeitas sobre o mensalão. "Nunca houve. Defendo o direito de as pessoas se manifestarem, terem oportunidade de apresentar sua versão."

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