Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Deputado citado em delação de Delcídio diz à PGR que senador 'mentiu escancaradamente'

Segundo revista, senador teria dito que Fernando Francischini é um dos parlamentares que cobravam de empreiteiros para que não fossem convocados pela CPI da Petrobrás

Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2016 | 18h34

BRASÍLIA - Apontado em delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS) como um dos parlamentares que cobravam de empreiteiros para que não fossem convocados pela CPI da Petrobrás, o deputado Fernando Francischini (SD-PR) apresentou ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) negando as acusações contra ele. Trechos da delação foram publicados pela revista IstoÉ nesta quinta-feira, 3.

“Delcidio do Amaral sabe de ilicitudes envolvendo o desfecho da CPI que apurava os crimes no âmbito da Petrobras. A CPI obrigava Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa a jantarem todas as segundas-feiras em Brasília. O objetivo desses jantares era evitar que os empresários fossem convocados para depor na CPI. Os senadores Gim Argello, Vital do Rego e os deputados Marco Maia e Francischini cobravam pedágio para não convocar e evitar maiores investigações contra Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa”, afirma o termo de delação, segundo a revista.

“Nunca estive em Brasília em segundas-feiras nos últimos cinco anos”, afirmou Francischini. “Conforme meus sigilos telefônico, fiscal e bancário podem demonstrar, através dos extratos telefônicos, nunca estive em Brasília nos dias mencionados, nunca mantive contato telefônico com nenhum dos investigados mencionados e também o grupo político citado, nunca tive qualquer movimentação financeira ou fiscal atípica, que não seja oriunda do meu trabalho e de minha família”, apontou o deputado.

Francischini também afirma ter apresentado “inúmeras” convocações e denúncias de corrupção contra Delcídio. “O referido senador usou delação premiada para vingar-se do seu acusador e algoz político”, afirmou.

“Peço justiça rápida para que um inocente não seja ‘linchado’ na mídia por mentiras de um bandido que estava preso e denunciado por minhas ações”, conclui o deputado.

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