Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Deputado cita prisão de Delcídio e pede que STF atue para afastar Cunha

Para Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara usa o cargo para manobras que garantem a própria permanência no comando da Casa; comparação com senador petista foi feita porque, segundo a PF, ele foi preso por inteferir nas investigações da Lava Jato

Gustavo Porto, enviado especial, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2015 | 13h13

BARRETOS - O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) citou, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-SP) para pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) aja pelo afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para Chinaglia, o STF autorizou a prisão de Delcídio porque "corretamente interpretou que ele estava interferindo na investigação" da Operação Lava Jato. "A comparação com o presidente da Câmara é se ele (Cunha) está ou não interferindo na investigação, usando ou não o cargo e, na minha opinião, está", emendou.

Chinaglia, que já presidiu a Câmara e foi derrotado por Cunha nas eleições deste ano para o cargo, avaliou não ter poder para interferir nas ações do STF e disse preferir que a Câmara resolvesse o afastamento de Cunha. No entanto, para ele o deputado fluminense usa o cargo para manobras que garantem a própria permanência no comando do Parlamento.

"É só ver as manobras feitas no Conselho de Ética de forma infindável", disse Chinaglia sobre a comissão que analisa o processo de cassação contra Cunha. "Ele deveria permitir que o Conselho de Ética funcionasse e ainda não poderia manobrar o regimento para um chapa alternativa (de análise do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff)", afirmou. "Ele cria regras que atendem a ele, tentando se esconder da opinião pública pautando o impeachment", concluiu.

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