Deputada do PMDB relatará processo contra Álvaro Lins

Aparecida Gama diz que o fato de ser colega de bancada do deputado não impedirá 'trabalho com correção'

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

11 de junho de 2008 | 13h02

O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) escolheu nesta quarta-feira, 11,  a deputada estadual Aparecida Gama (PMDB) como relatora do processo de cassação do deputado Álvaro Lins (PMDB). Alvo da Operação Segurança S.A., da Polícia Federal, ele chegou a ser preso há duas semanas sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada. Segundo a PF e o Ministério Público Federal, o ex-chefe de Polícia Civil do Rio no governo de Rosinha Matheus liderou um grupo de policiais que loteava delegacias e arrecadava propinas entre empresários e bicheiros. O ex-governador Anthony Garotinho também foi denunciado, como responsável pelo suporte político do grupo na cúpula da Polícia Civil.     Veja também: PF vê elo entre Álvaro Lins e milícias Entenda a Operação Segurança Pública, que envolve Garotinho PF cumpre mandado de busca na casa do ex-governador PF prende ex-chefe de polícia do RJ; MP denuncia GarotinhoAlém do presidente Paulo Melo (PMDB), quatro dos sete integrantes do conselho compareceram à reunião. Como nenhum deles se ofereceu para relatar o caso, Melo decidiu fazer um sorteio. O nome retirado de um saco de papel por uma taquigrafa da Casa foi o de Aparecida, que é líder da bancada do PMDB da Casa, integrada por Lins. Segundo a deputada, o fato de ser colega de bancada do deputado não impedirá que ela faça o trabalho com correção. "Foi uma escolha em sorteio, mas de muita responsabilidade. Tenho certeza de que, junto com o relator auxiliar, vamos fazer um trabalho sério, que dignifique cada vez o Parlamento", afirmou Aparecida, referindo-se a Melo, que se ofereceu para atuar como sub-relator. A deputada disse não ter receio em relação à própria segurança, mas disse não ter se oferecido para ser a líder da bancada do PMDB.Melo determinou a notificação de Lins, que terá cinco dias úteis para apresentar sua defesa por escrito e listar suas testemunhas de defesa. O conselho tem prazo de 90 dias para concluir o caso, mas Melo afirmou que tem a intenção de acelerar o processo, para submeter a decisão ao plenário da Alerj, em votação secreta, antes do recesso de julho. "O que nós iremos buscar será acelerar, adiantar os trabalhos, sem prejudicar a defesa, sem aviltar o processo democrático de direito, a questão jurídica e processual. Mas empreenderemos os esforços para que esse processo esteja cumprido o mais rápido possível", disse Melo.

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