Reprodução|Facebook
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Depois de três anos de cancelamentos, Dilma recebe Eduardo Suplicy no Alvorada

Ex-senador petista classificou o encontro, que durou 50 minutos, como 'ótimo'; objetivo era sugerir a constituição de grupo de trabalho para estudar lei que institui a renda básica de cidadania

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2016 | 14h52

BRASÍLIA - Após três anos de tentativas de conseguir uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 1º, o ex-senador Eduardo Suplicy finalmente foi recebido pela petista no Palácio da Alvorada. Segundo o senador, o encontro, que durou cerca de 50 minutos, "foi ótimo". "Na conclusão ela aceitou a sugestão de constituir o grupo de trabalho para estudar as etapas da lei que institui a renda básica de cidadania", afirmou Suplicy.

 

Apesar de diversas negativas e cancelamentos por parte da agora presidente afastada, Suplicy não desistiu do encontro. No ano passado, quando já tentava o encontro há dois anos, Dilma cancelou a agenda com o petista que ocupava o cargo de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo. Na ocasião, Suplicy desabafou nas redes sociais. "Após dois anos de espera, finalmente ontem teria uma audiência com a presidenta Dilma. Já em Brasília, superanimado, recebi um telefonema cancelando o encontro, sem que nova data fosse agendada. Fiquei triste, mas não desistirei", postou à época. Além do pedido de audiência, Suplicy escreveu diversas cartas à presidente Dilma. 

Apoio. Na última edição da Parada LGBT, Suplicy foi tietado pelo público e lembrou, inclusive, já ter sido recebido em outra ocasião pelo presidente em exercício Michel Temer.  Com um adesivo de "Fora Temer" colado na camisa, o ex-senador tirou várias fotos e conversou com os manifestantes. "Chegando aqui, as pessoas puseram o adesivo em mim", afirmou o ex-senador. "Sempre tive o maior respeito pelo Michel Temer, sempre dialoguei com ele, que também já me recebeu", ponderou. 

No ato, Suplicy se manifestou contra o processo de impeachment contra Dilma. "A presidenta não cometeu qualquer crime de responsabilidade, não agiu de má fé nem teve enriquecimento ilícito. Ela precisa voltar da maneira mais justa possível", diz.

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