Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Depois de Teori, Fachin é alvo de protestos

No centro de decisões sobre o processo do impeachment e em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros do STF têm sido alvo de manifestações nas últimas semanas

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2016 | 21h14

Um grupo de cerca de 20 pessoas fez um protesto nesta sexta-feira, 1, em frente ao prédio onde o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem apartamento em Curitiba.

No centro de decisões sobre o processo do impeachment e em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros da Corte têm sido alvo de manifestações nas últimas semanas.

Na quinta-feira, 31, Fachin votou a favor da decisão da manutenção da liminar do ministro Teori Zavascki ordenando que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, remetesse ao STF as interceptações telefônicas de Lula e todas as investigações correlatas.

Teori foi alvo de ameaças e de um protesto semelhante após tomar a decisão sobre o caso de Lula. Um grupo de manifestantes levou faixas e cartazes para frente do apartamento onde mora o filho dele, em Porto Alegre.

Indicado para o Supremo no ano passado, a isenção que Fachin teria na Corte foi bastante questionada por aparecer em um vídeo apoiando a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. Na votação que definia o rito do impeachment, porém, adotou uma posição que não beneficiava o governo, e foi vencido pelos demais colegas da Corte.

O ministro estava em Brasília na hora da manifestação. A assessoria do STF disse que não iria se manifestar sobre o ocorrido.

Na quinta, o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, se reuniu com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, para tratar da segurança dos ministros da Corte. Em ofício enviado a Aragão, Lewandowski havia pedido a identificação dos responsáveis pelas ameaças a Teori e dito que houve “inaceitável afronta à integridade moral e psíquica” do ministro e de seus familiares.

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