Depois de presidente, Lula diz que quer ser 'cidadão do mundo'

Depois de ser presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva anuncia que quer ser "cidadão do mundo". Nesta segunda-feira, 15, em um discurso para mais de 3 mil pessoas na Assembleia Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Lula garantiu que seu mandato termina em um ano e meio, mas indicou que depois atuará para solucionar problemas mais amplos. "Eu estou presidente da república. Mas em uma ano e meio, estarei como cidadão do mundo, brigando para que as coisas melhorem", disse Lula.

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

15 de junho de 2009 | 16h41

 

O presidente insistiu que, pelo menos no Brasil, ele já estaria fazendo sua parte na luta contra os problemas de injustiça ao regularizar a situação de milhares de imigrantes que estavam no País de forma ilegal. Ele ainda criticou os países ricos e deixou claro que a crise precisa gerar uma mudança no equilíbrio de poder entre os países.

 

Ao terminar seu discurso, Lula foi ovacionado pela plateia, composta por ministros do Trabalho de todos os países, além de sindicatos do mundo inteiro e representantes patronais. Um coro chegou a ser ensaiado por alguns instantes por delegados a Lula. Mais tarde, em uma conferência de imprensa, uma agência internacional de notícias o questionou se estava pensando em se candidatar para algum posto na ONU ou em um organismo internacional ao deixar o governo, diante de seu discurso.

 

Mas Lula negou que estivesse se apresentando como candidato a algum posto. "Seria Irresponsabilidade da minha parte, faltando um ano e seis meses para terminar o meu mandato, ficar pensando em qualquer coisa. Não estou pensando nem no dia seguinte o que vou fazer, quanto mais ficar pensando em outro cargo. Primeiro quero concluir o meu mandato. Um ano e meio é praticamente um terço do mandato, e eu preciso trabalhar muito porque tem muita coisa para acontecer no Brasil e eu quero que aconteça", disse.

 

Em seu discurso na OIT, ele ainda deu suas sugestões sobre como lidar com problemas globais. Lula, por exemplo, fez questão de falar da situação africana. Pediu ainda paz no Oriente Médio e falou sobre a importância das organizações internacionais.

 

Na ONU, Lula ainda falou no Conselho de Direitos Humanos. Nos corredores das Nações Unidas, funcionários da entidade promoveram uma intensa tietagem, pedindo fotos ao lado do presidente brasileiro ou apenas um aperto de mão.

 

Sindicatos

 

Lula ainda reservou parte de sua agenda para se reunir com sindicalistas de todo o mundo. Nesse momento, voltou a assumir um discurso de líder sindical. "Temos de construir nossas propostas e discutir com os governantes", disse Lula aos sindicalistas.

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