Depois de polêmica, Russomanno ratifica proposta para segurança

Candidato mudou o tom após o tema ser criticado por José Serra e Gilberto Kassab

Ricardo Chapola, de O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 16h25

Respondendo à crítica do adversário José Serra (PSDB), o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, baixou o tom nesta sexta-feira, 7, e apenas ratificou suas ideias para segurança pública na capital. Serra chamou, na última quinta, de "bobagem" a proposta de Russomanno de integrar vigilantes noturnos à polícia. Disse também que "uma proposta dessas só é possível durante a eleição, quando pode tudo".

"Talvez ele (Serra) não saiba, e aí eu vou explicar, que os guardas noturnos em São Paulo já foram cadastrados há muitos anos atrás pelas delegacias de polícia, e eles faziam um trabalho importante de informação para a polícia", disse o candidato após uma carreata, que percorreu a região central e da zona sul de São Paulo. Ele explicou que pretende recadastrar os guardas, levantando antecedentes e verificando sua aceitação popular nos locais onde irão trabalhar. "Eles já foram cadastrados. Não existe nada de irregular, nada que não tenha existido."

Na última quinta-feira, 6, Russomanno pediu para que Kassab, aliado de Serra, enfiasse o "rabo" entre as pernas por ter sido também criticado pelo prefeito sobre suas propostas para a segurança pública. Kassab disse que intenção do ex-deputado era montar uma milícia em SP. Serra reagiu à crítica, que chamou de "grosseria". "E ele vai fazer o que com o rabo dele?"

Segundo Russomanno, a tônica de sua proposta é que o guarda noturno terá mais proximidade com os moradores dos lugares onde atuarão. Além disso, Russomanno prometeu criar uma frequência de rádio e disponibilizá-la para que a Guarda Civil Metropolitana e as polícias Militar e Civil possam se comunicar.

"Hoje a PM não fala com a Polícia Civil. Eu acho que ele (Serra) não sabe disso. Se você vai na delegacia de polícia dizer que seu carro foi furtado ou que você foi assaltado, até chegar na PM vai demorar 24 horas", criticou.

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