Tania Rego/Agência Brasil, Fabio Motta/Estadão e Alerj
Tania Rego/Agência Brasil, Fabio Motta/Estadão e Alerj

Depois de Picciani e Albertassi, Paulo Melo também pede licença da Alerj

Trio do PMDB, acusado de esquema de propinas para empresas de ônibus, não devem receber salários ao menos até janeiro

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 10h32

RIO - O deputado estadual Paulo Melo (PMDB) também pediu licença do cargo, assim como fizeram o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, e o deputado Edson Albertassi, líder do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), alvos da operação Cadeia Velha. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa, na manhã desta terça-feira, 21. Ele ficará fora de suas atividades no Legislativo fluminense até o fim do recesso parlamentar, em janeiro. 

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Picciani foi o primeiro a anunciar a licença, no último domingo, 19. A assessoria da Alerj respondeu que ele não receberá remuneração neste período, mas mantém o foro privilegiado. Picciani afirmou que iria se dedicar à sua defesa na Justiça no período do afastamento, retornando ao cargo apenas no ano que vem.

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Picciani, Albertassi e Paulo Melo foram presos na última quinta-feira, 16, durante a Operação Cadeia Velha, etapa da Lava Jato sob coordenação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) no Rio. Um dia depois, eles foram soltos por uma votação na Alerj. 

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Os deputados são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no legislativo fluminense. O Estado, que vive uma grave crise fiscal, teria deixado de receber R$ 183 bilhões, em decorrência de benefícios fiscais em favor de empresas envolvidas no esquema de corrupção existente desde os anos 90, segundo o MPF.

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