Divulgação/PSDB
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Depois de Erundina, Marta também terá um 'papamóvel' para fazer campanha

Ex-prefeita de São Paulo pelo PT e em campanha para Bruno Covas (PSDB), Marta tem 75 anos e integra o grupo de risco do coronavírus

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2020 | 15h51

Depois de a campanha de Guilherme Boulos (Psol) montar um carro inspirado no "papamóvel" para que a candidata a vice, Luiza Erundina (Psol), de 85 anos, pudesse fazer campanha em segurança nas ruas durante a pandemia, a campanha de Bruno Covas (PSDB) adaptou um veículo com paredes de acrílico para a ex-prefeita Marta Suplicy, que saiu do Solidariedade, de 75 anos. Ambas estão no grupo de risco para a pandemia do novo coronavírus.

Erundina e Marta, ambas eleitas prefeitas pelo PT (em 1988 e 2000), são até hoje populares em bairros da periferia da cidade. Depois de atuar nos bastidores no 1° turno articulando uma frente pluripartidária de apoio a Covas, Marta vai ter protagonismo no 2° turno. A estreia da ex-prefeita nas ruas será neste fim de semana em uma carreata na Zona Sul em bairros como Grajaú e Parelheiros, onde ela construiu os primeiros CEUs quando era chefe do Executivo. 

Questionado se a campanha de Covas se inspirou na ideia do adversário, o coordenador da campanha tucana, Wilson Pedroso, desconversou. "A inspiração foi o "papamóvel" (veículo introduzido pelo papa João Paulo II para percorrer as cidades onde peregrinava nos anos 1980 e 1990). É uma forma dela fazer campanha em segurança e rodar a periferia com distanciamento, com ou sem o Bruno", afirmou o dirigente. 

A primeira aparição pública de campanha da candidata a vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL), Luiza Erundina, foi em uma picape com a caçamba adaptada com placas de acrílico para evitar que ela tenha contato direto com o público. 

No dia votação no primeiro turno o candidato do PSDB prestigiou Marta. Os dois tomaram café da manhã juntos e em seguida o tucano acompanhou o voto dela um colégio no Jardim Paulistano. Na saída a ex-prefeita exaltou a formação de um "frente ampla" contra Jair Bolsonaro, que tem sido seu projeto político desde que encerrou o mandato como senadora em 2018.

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