Depois de atacar, Lula defende liberdade de imprensa

Presidente evitou se manifestar sobre situação na Venezuela, onde Chávez é acusado de silenciar críticos

Agência Estado,

30 Outubro 2009 | 11h33

Em entrevista por escrito ao jornal venezuelano "El Universal", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar convicto de que a liberdade de imprensa é "essencial", mas evitou se manifestar especificamente sobre a situação na Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez é acusado de tentar silenciar os meios de comunicação críticos a seu governo. "Sou duramente criticado no Brasil por boa parte da imprensa, muitas vezes de maneira injusta, em minha opinião. Mas isso não muda em nada minha convicção de que a liberdade de imprensa é essencial", afirmou.

 

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"Na questão das relações com os meios de comunicação, posso falar do Brasil. E, no meu país, a imprensa goza de total liberdade", disse Lula ao jornal, de linha editorial contrária ao governo e acusado por Chávez de representar "as oligarquias". Em diversas ocasiões, o presidente brasileiro defendeu Chávez da acusação de que seria antidemocrático, usando como argumento o fato de ele ter se submetido a votações e referendos.

 

Nos últimos anos, a perseguição aos meios de comunicação opositores e a ampliação dos órgãos oficiais orientaram as ações do governo Chávez em relação à imprensa. Em 2007, o regime não renovou a concessão da RCTV, então a líder de audiência, em meio a acusações de que teria participado do golpe que, cinco anos antes, tirou Chávez do comando do País por 48 horas. Em 2009, o governo fechou 32 emissoras de rádio e anunciou que outras 208 teriam o mesmo destino. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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