Depois das prévias, PSDB enfrenta desafios de fechar alianças

Desafio maior do partido é atrair apoio do PSB, que também vem sendo sondado pelo PT

Elizabeth Lopes, Agência Estado

22 de março de 2012 | 18h49

SÃO PAULO - Após o resultado das prévias tucanas no próximo domingo, 25, eleição interna que irá definir o candidato da legenda que disputará a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) nessas eleições municipais, o PSDB parte com força total para fechar as alianças em torno do vencedor (José Serra, José Aníbal ou Ricardo Trípoli) e formar uma frente contra seu principal adversário, o PT. "Vamos procurar fechar o maior leque de alianças possível, não apenas na capital, que é considerada ' a joia da coroa', mas em todo o Estado, com o intuito de enfrentar competitivamente nosso principal adversário, que é o PT", destaca o presidente do Diretório Estadual da legenda em São Paulo, deputado Pedro Tobias.

Um dos desafios dos tucanos na capital é atrair para o seu leque de alianças o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. No dia das prévias tucanas, aliás, Campos estará reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, pra tratar do apoio da sigla nesta campanha. Pedro Tobias disse que o PSB quer o apoio dos tucanos na campanha à sucessão municipal em Campinas. O pré-candidato do PSB naquela cidade, deputado federal Jonas Donizette, que já foi líder do então governador José Serra na Assembleia Legislativa de São Paulo, negocia o apoio dos tucanos. Porém, Tobias diz que os tucanos pretendem condicionar tal apoio à reciprocidade do PSB na capital. "Se o PSB nos apoiar em São Paulo, fechamos apoio a eles em Campinas", avisa.

Mas a queda de braço em torno das alianças para este pleito não ocorre apenas entre legendas concorrentes. Em Santo André, o diretório local do PSDB quer abrir mão da candidatura própria para apoiar a reeleição do atual prefeito Aidan Ravin (PTB), numa espécie de frente antipetista e com uma sinalização de que as duas siglas podem caminhar juntas na campanha geral de 2014.

O pré-candidato tucano na cidade, vereador Paulinho Serra, contudo, informa que não pretende abrir mão de seu pleito em favor de Ravin. "Minha candidatura é legítima, o PSDB já tentou fazer uma frente semelhante nas eleições de 2004 e perdeu o pleito, justamente para o PT. Além disso, a atual administração tem baixo nível de aprovação e eu fui um dos vereadores mais bem votados. Se o diretório barrar minha candidatura, vou recorrer à instância superior, que é o Diretório Estadual", argumentou Serra.

O presidente do Diretório Estadual do PSDB informou que essa questão ainda não chegou às suas mãos porque os diretórios locais da sigla têm autonomia. Porém, se o imbróglio não for resolvido em Santo André, ele vai avaliar o pleito de Paulinho Serra e também o do diretório (que pretende fechar aliança em prol do atual prefeito petebista). "A prioridade é sempre a candidatura própria. Caso não tenhamos nomes competitivos, a segunda opção é apoiar os aliados, tendo sempre em vista a melhor estratégia para derrotar o nosso maior adversário, o Partido dos Trabalhadores", destaca Pedro Tobias, sem contudo, adiantar se o diretório pretende validar ou não o pedido de candidatura própria do vereador Serra.

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