'Depois da votação da denúncia, dificilmente PSDB continuará no governo', diz Silvio Torres

'Depois da votação da denúncia, dificilmente PSDB continuará no governo', diz Silvio Torres

Em entrevista ao Estadão às 17h, o secretário-geral do partido afirmou que ainda não foi definida a posição oficial, mas há uma ampla maioria favorável ao desembarque na bancada, que deve liberar o voto

Pedro Venceslau e Caio Rinaldi, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2017 | 19h12

Depois da votação da admissibilidade denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, dificilmente o PSDB continuará no governo. A avaliação foi feita nessa segunda-feira, 24, pelo secretário-geral do partido, o deputado federal Silvio Torres (SP), em entrevista ao programa Estadão às Cinco, da TV Estadão.

 

O parlamentar afirmou que ainda não foi definida a posição oficial do partido, mas avaliou que há uma ampla maioria favorável ao desembarque na bancada, que deve liberar o voto dos tucanos.

“Após a votação o PSDB dificilmente ficará no governo. Teremos a liberdade política de nos articular para 2018. Ficaremos em uma posição crítica de poder fazer avaliação do atual do governo”, disse o tucano.

 

O parlamentar explicou, ainda, que "a situação nos últimos 60 dias", período em que vieram à tona a delação da JBS e as gravações realizadas pelo empresário Joesley Batista, "obrigou (o partido) a fazer nova reflexão" sobre o apoio ao governo. "Não precisamos de cargo no governo Temer para apoiar o programa de governo", defendeu o secretário-geral do PSDB.

 

Neste cenário, disse, a decisão sobre o encaminhamento da denúncia deve ser encarada pelos deputados como forma de garantir à sociedade brasileira "o direito de saber se o presidente está envolvido em corrupção gravíssima", o que, segundo Torres, daria um protagonismo mais autêntico ao Congresso Nacional.

Torres revelou que é favorável ao encaminhamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), que será votado na próxima quarta-feira (2). "O relator foi muito preciso na avaliação de que, em caso de dúvida sobre admissibilidade da ação, a decisão tem que ser pró-sociedade", comentou.

 

Mas, de acordo com o deputado, ainda não houve uma reunião do partido para tratar especificamente da posição na votação da denúncia no plenário. O líder (do partido na Câmara), deputado Ricardo Trípoli (SP), marcou para terça (1) ou até mesmo quarta-feira (2) uma reunião para discutir a questão", afirmou.

Presidência do partido. Após o envolvimento do presidente afastado do PSDB, senador Aécio Neves, com a delação de executivos da JBS, o partido se prepara para eleger um novo presidente. O cargo, segundo o Secretário-geral do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (SP), "caminha para ser ocupado" pelo senador Tasso Jereissati (CE). A afirmação foi feita em entrevista nesta segunda-feira ao programa Estadão às Cinco, da TV Estadão.

"Desde a primeira reunião ampliada da executiva nacional, já foi lançado o nome de Tasso para ser o presidente definitivo do partido", explicou. O primeiro tucano a sugerir o senador Jereissati como novo líder partidário, segundo Torres, foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.