Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Depois da filha, mãe vai ‘pra rua’

Família protesta por pautas distintas em SP

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2018 | 04h04

A vivência da família Oliveira Nascimento em manifestações sintetiza a reviravolta que ocorreu no Brasil desde junho de 2013. Sensibilizadas pelo clamor popular, mãe e filha decidiram protestar nas ruas, mas em momentos diferentes e por bandeiras distintas.

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Há cinco anos, a repressão policial em São Paulo motivou a dançarina Fernanda Nascimento, de 29 anos, a se juntar à multidão que marchava pela capital contra o aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus. “Aquela violência bateu dentro de mim a necessidade de dar força ao movimento. Parecia que estavam querendo calar a nossa boca”, recorda.

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No meio do ato, ouviu de um senhor parado no trânsito que ela só estava ali porque a geração dele havia lutado pelas Diretas-Já na década de 1980. A frase a fez lembrar das histórias que ouviu de sua mãe, quando participou do movimento pela redemocratização do País.

“Quando ela chegou em casa e me contou isso, essa frase não saiu mais da minha cabeça. Eu sentia que precisava fazer aquilo de novo. Estava indignada com a situação do Brasil”, relata a corretora de imóveis Adelaide Oliveira, de 57 anos.

Depois que o aumento da tarifa caiu e os protestos perderam foco, Fernanda saiu de cena, abrindo espaço para o protagonismo da sua mãe. Erguendo a bandeira contra a corrupção, Adelaide retomou sua militância política nas eleições de 2014 até virar porta-voz do Vem Pra Rua, movimento que saiu às ruas pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff. “O povo descobriu que tem força para mudar as coisas”, afirmou. / F.L.

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