Depoimentos na comissão do impeachment vão até 29 de junho

São quase duas semanas de atraso em relação ao calendário previsto; atraso foi necessário para acomodar quantidade de testemunhas da defesa da presidente afastada

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2016 | 12h18

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Especial do Impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), confirmou que a fase de depoimentos de testemunhas no processo se estenderá até a próxima quarta-feira, 29. São quase duas semanas de atraso em relação ao calendário previsto.

O atraso foi necessário para acomodar a quantidade de testemunhas da defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, que teve o direito de trazer até 40 depoentes. Com isso, a fase prevista para terminar em 17 de junho se estenderá por 12 dias.

Além dos depoimentos, a fase probatória vai contar ainda com uma perícia, que também deve se encerrar na próxima semana. Quando o laudo feito por técnicos do Senado for entregue, entretanto, uma reunião da comissão deve ser realizada para que a equipe da perícia esclareça dúvidas. O procedimento deve resultar em mais atraso.

Apesar da comissão já ter extrapolado a previsão de cronograma do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), os senadores da base do presidente em exercício, Michel Temer, estão confiantes de que será possível compensar o atraso mais tarde. Uma das estratégias é abrir mão do prazo de alegações finais da acusação, de 15 dias.

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