Depoimentos do cartel de SP são encaminhados à PGR

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai analisar citações a parlamentares na investigação

Felipe Recondo , O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2014 | 22h48

Brasília - As delações premiadas e depoimentos no inquérito que investiga a formação de cartel nas obras do metrô em São Paulo foram encaminhadas nesta segunda-feira, 13, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os depoimentos com referências ao possível envolvimento de parlamentares fizeram com que a investigação, que tramitava na primeira instância, em São Paulo, fosse encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que os depoimentos estavam em seu gabinete desde o ano passado. Entretanto, ao abrir vista para o Ministério Público, essa parte do processo não foi encaminhada. Janot fez o pedido para que os depoimentos fossem então remetidos, o que Marco Aurélio deferiu imediatamente.

Na semana passada, Marco Aurélio decidiu desmembrar o processo e manter no STF a parte da investigação referente apenas aos deputados cujos nomes apareceram durante as investigações. As referências a parlamentares foram feitas, por exemplo, pelo ex-diretor da empresa Siemens, Everton Rheinheimer. À Polícia Federal, em 14 de outubro, Rheinheimer descreveu "contatos e reunião pessoais", além de "acordos financeiros" com parlamentares.

Entre os nomes citados na investigação estão os deputados Arnaldo Jardim (PPS-SP), Edson Aparecido, José Aníbal e Rodrigo Garcia. Aparecido, Aníbal, ambos do PSDB, e Garcia, do DEM, são deputados licenciados e ocupam secretarias do governo de São Paulo. Eles negam todas as acusações.

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