Depoimentos de Lorenzetti, Valdebran e Gedimar são adiados

Foram adiados na manhã desta segunda-feira, no Senado, os depoimentos de Jorge Lorenzetti, churrasqueiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT de Mato Grosso; e Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal. Os três são acusados de envolvimento na compra de um dossiê que, supostamente, seria usado contra políticos tucanos.A CPI Mista dos Sanguessugas deve ouvir os depoimentos nesta terça. Na semana passada, a comissão já havia cancelado uma reunião administrativa por falta de quórum. Na ocasião, seriam votados alguns requerimentos de quebra de sigilos e de convocação para novos depoimentos.Entenda o casoO episódio do caso dossiê começou há 65 dias. Em 15 de setembro, a Polícia Federal prendeu em Cuiabá um dos donos da Planam, Luiz Antonio Vedoin, e seu tio Paulo Roberto Trevisan, que estavam negociando a venda de informações contra os candidatos tucanos José Serra (ao governo de São Paulo) e Geraldo Alckmin (à Presidência da República). Depois da prisão de Vedoin e Trevisan, a PF de Mato Grosso avisou a de São Paulo, que horas depois prendeu na capital outros dois integrantes do esquema, os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Eles estavam com parte dos R$ 1,75 milhão que seriam usados na compra do material pelo PT. Gedimar disse à Polícia que o mandante da operação era Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência. Mas, relatório parcial da PF aponta Jorge Lorenzetti, ex-coordenador do setor de inteligência da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, como mentor da ´negociação´. Durante as investigações, outras figuras próximas ao presidente aparecem no caso: Ricardo Berzoini, ex-coordenador de campanha de Lula e ex-presidente nacional do PT; Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante; Expedito Veloso, do Banco do Brasil; Oswaldo Bargas, ex-Ministério do Trabalho. Sobre a origem do dinheiro, a PF conseguiu levantar apenas parte dos dólares que seria usado na compra do dossiê, US$ 109,8 mil dos US$ 248,8 mil. Em outubro, a agência de câmbio Vicatur, de Foz do Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi apontada pela polícia como tendo feito uso de ´laranjas´ para executar contratos de câmbio fraudulentos - origem de parte do dinheiro envolvido no ´negócio´.Este texto foi alterado às 15h47 com acréscimo de informação

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