Depoimento sobre caso BNDES são adiados

Empresário não compareceu à Justiça e seus advogados alegaram haver informações não incluídas nos autos

ROBERTO ALMEIDA, Agencia Estado

09 de junho de 2008 | 18h18

Os depoimentos do coronel da Polícia Militar (PM) Wilson Consani Júnior e do empresário Boris Timoner, ligado às Lojas Marisa, acusados na operação Santa Tereza, que desmontou suposto desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram adiados. A solicitação foi feita pela defesa de Timoner. O empresário não compareceu à 2ª Vara da Justiça Federal nesta segunda-feira e seus advogados alegaram haver informações distribuídas à imprensa que não foram incluídas nos autos.   Veja também: BNDES foi vítima em caso de desvio de verbas, diz Coutinho  Entenda a operação Santa Tereza  Leia a íntegra do relatório da PF  Grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES O coronel Consani disse aos jornalistas ter documentos que explicam as razões pelas quais telefonou ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, o avisando sobre a operação Santa Tereza. Perguntado sobre como soube que a Polícia Federal (PF) iria deflagrar a operação, respondeu que "muita gente já sabia".Sobre a natureza dos documentos que deve apresentar a Justiça, Consani afirmou serem informações que comprovam sua inocência. "A PF já disse que não tenho nenhuma relação com o BNDES, aliás, eu nem sabia que o banco ficava no Rio de Janeiro", disse o coronel da PM.   Texto atualizado às 20 horas

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