Depoimento ganha importância na apuração sobre dossiê

Uma análise preliminar nos sete computadores da Casa Civil de onde teria saído o dossiê com gastos do cartão corporativo do governo Fernando Henrique Cardoso comprovou uma desconfiança de peritos da Polícia Federal: os seis servidores designados para a tarefa dividiam o mesmo login - ?admin? (de administrador) - e a mesma senha - também ?admin?. Diante disso, a estratégia de investigação da PF será reforçar a importância de depoimentos e da investigação sobre o ambiente funcional do Planalto para chegar ao vazador do dossiê e, em seguida, ao articulador da operação de montagem. O resultado da perícia feita pela Superintendência Regional da PF em Brasília deve ficar pronto somente na próxima semana. De posse dos resultados e com base em outras informações requisitadas, o delegado Sérgio Menezes marcará os primeiros depoimentos dos seis funcionários designados pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, para digitalizar as despesas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique e pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso por meio dos cartões corporativos. Na PF, é dado como certo que a investigação não se restringirá aos servidores designados. O artigo do Código Penal em que o delegado deve se basear na apuração do caso permite que seja punido quem ?permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da administração pública? ou quem, por omissão, não coibiu o vazamento de dados sigilosos. Como Erenice Guerra é suspeita de coordenar a montagem do dossiê, ela deverá ser alvo do inquérito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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