Depoimento de Youssef ficará para depois das eleições, diz presidente da CPI da Petrobrás

Presidente da CPI mista, senador Vital do Regô (PMDB-PB), chegou a admitir a possibilidade de escutar o doleiro na próxima quarta-feira

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 14h14

São Paulo - O presidente da CPI mista da Petrobrás, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta segunda-feira, 20, ao Broadcast Político que o depoimento do doleiro Alberto Youssef deverá ser realizado na quarta-feira da próxima semana (29), após o segundo turno das eleições. 

Na semana passada, ele chegou a aventar a possibilidade de o depoimento de Youssef ocorrer nesta quarta-feira (22), no mesmo dia em que a CPI vai ouvir o atual diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. O colegiado já havia aprovado um requerimento de convocação de Youssef e, pelo regimento do Congresso, cabe ao presidente da CPI marcar o dia do depoimento.

Mesmo diante de revelações, como a publicada pelo Estado, de que a campanha da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann em 2010 recebeu ajuda de R$ 1 milhão a pedido de Youssef, Vital do Rêgo disse que tem encontrado dificuldades para marcar as audiências no período eleitoral. Ele alegou que é preciso cuidar da logística com a Polícia Federal e com a Justiça Federal do Paraná a fim de garantir a presença do doleiro.

Para o presidente da CPI, não faz diferença, para as investigações, se o depoimento do doleiro ocorrer nesta semana ou na próxima.

Partidos que apoiam a candidatura do tucano Aécio Neves querem explorar, na CPI, as recentes declarações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef. Aliado da presidente Dilma Rousseff, a quem tem ajudado na campanha no seu Estado, a Paraíba, Vital resiste a acatar as sugestões da oposição com o argumento de que a CPI não pode ficar "contaminada" pelo ambiente eleitoral.

O presidente da comissão reafirmou que, se houver quorum mínimo, o depoimento de Cosenza pode ser transformado em uma sessão de votação de requerimentos. Para essa mudança, é necessária a presença de, pelo menos, 17 deputados e senadores na sessão. 

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