Depoimento de Rossi foi contraditório e ´péssimo´ para Malta, diz relator

O relator do processo contra o senador Magno Malta (PL-ES) no Conselho de Ética do Senado por suposto envolvimento do parlamentar com a máfia das ambulâncias, senador Demóstenes Torres (PFL-GO), ouviu nesta quarta-feira o depoimento do deputado Lino Rossi (PP-MT), em sessão fechada, como testemunha de defesa de Malta. Rossi é dono do veículo que, por intermédio da empresa Planam, organizadora da máfia, foi cedido a Magno Malta, supostamente como propina. Demóstenes Torres considerou "inconsistente, contraditório e sem nenhuma responsabilidade" o depoimento do deputado. Para ele, as declarações de Rossi foram "péssimas" para Malta, aumentando as suspeitas de que o senador capixaba teria mesmo recebido um carro da Planam. Segundo o relator, Magno Malta disse primeiro que teria comprado o carro da Planam. Logo, disse que recebeu como doação e, por último, alegou que havia adquirido o carro de uma factoring. O veículo, segundo Demóstenes Torres, não está citado entre os bens de Malta no Imposto de Renda. No entender do relator, a melhor pista a seguir agora é investigar a movimentação de um cheque de R$ 50 mil que, segundo Darci Vedoin, um dos donos da Planam, teria sido usado na compra do carro que foi cedido ao senador, em troca de emendas ao orçamento. Estava previsto para hoje um depoimento da mulher de Rossi, Querli Batistello Rossi, mas, alegando problemas de saúde, ela não compareceu ao Conselho.

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