Depoimento de ex-assessor da Casa Civil é adiado

Foi adiado para a próxima quarta-feira o depoimento à Polícia Federal (PF) do ex-assessor da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro. O depoimento estava previsto para hoje, mas foi remarcado a pedido da defesa, que alegou não ter tido acesso ao inquérito. Ele é acusado de favorecer contratos de empresas do setor privado com o governo. Vinícius foi o primeiro da equipe da ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra a deixar o cargo, após a revelação de um suposto esquema de tráfico de influência e corrupção na pasta.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 12h56

O ex-assessor e Israel Guerra, filho de Erenice, teriam utilizado a empresa Capital Assessoria e Consultoria para fazer "lobby" dentro do governo. Também foi remarcado para quarta-feira o depoimento de Sônia Castro, mãe de Vinícius, que figura como sócia da Capital.

Reportagem da revista Veja aponta Vinícius como beneficiário de uma propina de R$ 200 mil, numa operação de compra, pelo governo, de remédio contra a gripe suína. Teriam sido adquiridos mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões. Em nota, o Ministério da Saúde contestou as informações, alegando que "a Casa Civil não teve interferência neste processo".

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