Depoimento de Coutinho desmente Barusco, diz relator da CPI da Petrobrás

Presidente do BNDES afirmou que não foram feitos aportes de recursos na Sete Brasil, como disse o ex-gerente da estatal

Daiene Cardoso, Eduardo Rodrigues e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 19h27

Brasília - O relator da CPI da Petrobrás, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que o depoimento do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, nesta quinta-feira, 16, desmente a delação do ex-gerente de Serviços da estatal, Pedro Barusco. O delator disse que o banco foi o principal financiador do projeto da Sete Brasil.

Em um depoimento que duro mais de oito horas, Coutinho afirmou que as condições contratuais para o financiamento da Sete Brasil não puderam ser cumpridas e que por isso o aporte de recursos se tornou inviável. “Nem tudo o que o Barusco falou é verdade”, afirmou o petista. O relator lembrou que outro delator do esquema, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, já mudou seu depoimento e que sugeriu que isso também pudesse acontecer com Barusco.

Luiz Sérgio não integrará a comitiva que irá na próxima semana a Curitiba conversar com o juiz que coordena a investigação da Operação Lava Jato, Sérgio Moro. 

Nesta quinta, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também autorizou os membros da CPI a colher o depoimento em Londres do ex-diretor da empresa holandesa SBM Offshore, Jonathan David Taylor. O ex-diretor disse ao jornal Folha de S.Paulo que a Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu, antes do primeiro turno das eleições presidenciais, provas de que a SBM Offshore pagou propina para fazer negócios com a Petrobrás, mas só abriu processo contra a empresa após a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O relator considera desnecessário o deslocamento até a Inglaterra, já que o ex-ministro-chefe da Controladoria-Geral da União Jorge Hage teria desmentido as declarações de Taylor. “Seria mais econômico e mais racional ouvir o Jorge Hage”, propôs. 

 

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