Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Depoente não apresenta nenhuma prova, afirma PT

Partido promete processar ex-gerente da Petrobrás por declarações dadas durante sessão

O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 22h27


Brasília - O diretório nacional do PT informou em nota divulgada ontem que vai processar o ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobrás Pedro Barusco pelas acusações feitas ontem contra o partido durante sessão da CPI instaurada na Câmara dos Deputados para apurar irregularidades cometidas na estatal. O PT aponta falta de provas nas afirmações.  

Na sessão, o ex-gerente da Petrobrás falou sobre sua relação com o secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto, com quem afirma ter negociado porcentagens de propina. 

Em seu depoimento, afirmou que repassou US$ 300 mil para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 atendendo a um pedido de ajuda financeira feita por Vaccari naquele ano. Na nota assinada pelo presidente nacional da sigla, Rui Falcão, e por Vaccari, a direção nacional do PT afirma que o tesoureiro “nunca tratou de finanças ou doações para o partido com o senhor Pedro Barusco, delator que busca agora o perdão judicial envolvendo outras pessoas em seus malfeitos.” 

A nota do PT, assinada pelo presidente do partido, Rui Falcão, prossegue: “O senhor Barusco não apresentou nenhuma prova ou mesmo indício que liguem o secretário João Vaccari Neto ao recebimento de propinas, apesar de falar por mais de 5 horas e ser reiteradamente questionado pelos integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores, e também por deputados de outros partidos.” A nota diz ainda que “o PT só recebe doações dentro dos parâmetros legais, que são declaradas na prestação de contas ao TSE”.

‘Não conheço’. Também em nota oficial, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, José de Filippi Jr., tesoureiro de campanha da presidente Dilma em 2010 afirmou que Barusco não “atuou junto ao Comitê Financeiro” de campanha do PT na “captação de recursos para a campanha da presidente Dilma Rousseff” naquele ano.

“Não o conheço e asseguro que o senhor Pedro Barusco não atuou junto ao Comitê Financeiro na captação de recursos para a campanha da presidenta Dilma Rousseff”, escreveu Filippi em nota. 

O advogado do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque não atendeu aos telefonemas feitos ontem pela reportagem. O nome de Duque foi citado por Barusco quando ele detalhava encontros tidos com Vaccari em hotéis. Segundo Barusco, os lugares eram os mesmos onde o petista se reunia com Duque. Ao MPF, Barusco disse que os encontros ocorriam no Windsor, no Rio, e no Meliá, em São Paulo.

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