Departamento da Integração abre sindicância para investigar denúncias no Ceará

Serão apuradas irregularidades da gestão de pessoal da coordenadoria cearense do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas; presidente do órgão, ligado ao PMDB, tenta se manter no cargo

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

26 de janeiro de 2012 | 12h40

BRASÍLIA - O presidente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes Neto, designou três servidores para integrar uma comissão de sindicância para investigar denúncias de irregularidades na coordenadoria estadual do órgão no Ceará. O departamento é ligado ao Ministério da Integração, alvo de denúncias de uso da pasta para favorecimento político. A portaria está publicada na edição desta quinta-feira, 26, no Diário Oficial. Um dos servidores designados é a corregedora seccional do ministério da Integração Nacional, Jussara Santos Mendes, servidora de carreira da Controladoria-Geral da União.

 

Indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Fernandes tenta se manter no cargo apesar das denúncias que atingem o órgão. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), já teria pedido sua demissão, mas o PMDB luta para tentar mantê-lo. Alves afirma que é preciso dar direito ao contraditório ao aliado. Até agora foi exonerado apenas Albert Brasil Gradvohl, diretor administrativo do órgão, o que irritou a bancada cearense do PMDB.

 

Segundo o ato publicado, a sindicância vai investigar denúncias de descumprimento do estatuto do servidor público, a lei 8.112 de 1990. Relatório da CGU apontou prejuízo de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e contratações irregulares no Dnocs.

 

Rio Grande do Norte. Nessa quarta-feira, 25, o Estado mostrou que uma operação comandada pelo grupo do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), salvou uma obra superfaturada em R$ 33,2 milhões, que estaria sob a responsabilidade do governo do Rio Grande do Norte, e a pôs sob o controle de apadrinhados do deputado no Dnocs.

 

As denúncias envolvendo o departamento e integrantes do partido aliado do governo federal fizeram peemedebistas armarem estratégia para desgastar o Planalto no Congresso.

 

 

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