Denúncias são 'normais' e não afetam candidatura na Câmara, diz Alves

Deputado candidato à presidência da Casa é acusado de favorecer ex-assessor em esquema de licitações

Aline Reskala, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2013 | 21h49

BELO HORIZONTE - Candidato favorito à presidência da Câmara, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse nesta quarta-feira, 16, em Belo Horizonte, que "os questionamentos" sobre as denúncias que envolvem seu ex-assessor são "normais" e não devem afetar sua candidatura à presidência da Câmara. Ele se reuniu com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e lideranças mineiras em busca de votos da bancada do Estado, que tem 53 deputados federais. "Não considero denúncias, mas questionamentos normais. Uma pessoa que tem o tempo de vida pública que eu tenho, eu considero questionamentos normais que nós temos o dever de explicar, que nos compete encarar com naturalidade, e as explicações eu já dei", disse Alves.

"Se eu for somar aqui o número de emendas dos últimos dez anos, de convênios, que eu já carreei para meu estado, daria umas 1.000. Quando eu somo o número de valores que eu consegui corretamente carrear para o meu estado, seriam milhões. Por isso eu acho que não é denúncia, é questionamento, que da minha parte eu esclareci. Portanto, esse assunto está resolvido".

Aluízio Dutra de Almeida, assessor de Alves até o último final de semana, é sócio de uma empresa, a construtora Bonacci, que recebeu dinheiro por meio de emendas parlamentares indicadas pelo próprio deputado.Segundo o deputado, o assessor deixou o cargo porque "sentiu-se como se fosse um elemento de embaraço e provocando distorções políticas". E voltou a dizer: "Eu não tenho 11 mandatos por mágica não, eu tenho 11 mandatos porque eu cumpro meus deveres com meu estado, e meu dever, ontem, hoje e amanhã, será sempre carrear recursos aos municípios e estados brasileiros, ao meu estado. Então isso eu faço. Então, a partir daí, como isso vai se desenvolver, os órgãos públicos que vão aplicar esses recursos, a licitação que será feita por esse ou por aquele órgão, quem vai fiscalizar, CGU (Controladoria Geral da União), Tribunal de Contas, não me compete. Me compete buscar recursos".

O deputado ainda rebateu o adversário Júlio Delgado (PSB-MG), que esteve em Minas na véspera também em busca de apoio da bancada mineira e disse que o PMDB ficaria hegemônico demais com a eleição de Alves. "Respeito muito o Júlio, mas ele não foi feliz. O PT e o PMDB têm uma aliança que não é de agora. Estou tento apoio de partidos da oposição e do governo".

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