Denúncias de empresário originaram caso

O pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius foi encaminhado em julho à Assembleia Legislativa pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE), entidade que congrega dez sindicatos de funcionários do Estado. Levou dois meses até ser acolhido.

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Na argumentação apresentada ao presidente da Assembleia, Ivar Pavan (PT), os autores do pedido sustentaram que havia um conjunto de denúncias de corrupção envolvendo agentes do governo do Estado. O principal indício citado foi uma carta que o empresário Lair Ferst, ex-militante do PSDB e um dos réus no caso de desvio de verbas do Detran, enviou ao Ministério Público Federal. Na carta, Ferst relatou o suposto uso de caixa 2 na campanha eleitoral de Yeda, em 2006, além de um "pagamento por fora" de parte de um imóvel adquirido pela governadora no fim daquele ano. Também citou suposta arrecadação de propina por parte de agentes públicos.

Ao analisar o pedido, Ivar Pavan teve acesso a documentos sigilosos do processo aberto na Justiça contra Yeda a pedido do Ministério Público.

Ao justificar sua decisão, o deputado petista disse ter encontrado nos documentos "26 situações que revelam fortes indícios da relação da governadora com o esquema" desbaratado no Detran.

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