Denúncia sobre pressão 'não merece comentários', diz Renan

Secretário teria se demitido por não concordar com parecer pedindo o voto fechado no caso do senador

Agência Brasil

29 de agosto de 2007 | 15h00

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), evitou comentar a denúncia de que encomendou parecer da consultoria jurídica do Senado pedindo que a votação de seu processo nesta quinta-feira no Conselho de Ética seja secreta.   Veja também: Cronologia do caso Renan       Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação    Veja especial sobre o caso Renan      "Isso não merece comentários", disse hoje ao chegar ao Senado. "Quem conhece meu perfil sabe que isso não merece nem comentários", acrescentou.   O parecer pedindo o voto fechado no conselho resultou no pedido de afastamento do secretário-geral adjunto da Mesa do Senado, Marcos Santi.   Ele alegou estar sofrendo pressões desde que o processo contra o presidente da Casa começou, e principalmente depois que o senador Almeida Lima (PMDB-SE) divulgou informações do relatório da Consultoria Legislativa da Casa, segundo o qual a votação do processo deve ser fechada.   Nesta quinta, o Conselho de Ética tem em pauta a votação dos dois relatórios do caso. A decisão sobre a forma de votação, secreta ou aberta, cabe ao presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que pode escolher se seguirá o parecer da consultoria.   O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse que vai ouvir Marcos Santi nesta tarde.

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