Denúncia faz TRE do Acre pedir reforço policial

Apesar de não ter pedido ajuda do governo federal para garantir a segurança das eleições de outubro, o Acre terá fiscalização da Justiça Eleitoral e contará com o apoio das polícias Federal, Militar e Civil, após denúncias de compra de votos em alguns municípios, como o de Sena Madureira, distante cerca de 140 quilômetros de Rio Branco.

NAYANNE SANTANA, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 17h28

Segundo o desembargador Arquilau de Castro Melo, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), o município precisará de reforço policial nas ruas durante a realização do pleito. Sena Madureira é administrada há quase um ano por um prefeito interino. A situação teve início quando o prefeito eleito em 2008, Nilson Areal (PR), teve seu mandato cassado sob acusação de compra de votos nas eleições municipais.

Areal recorreu da decisão do TRE acreano, mas ainda aguarda a decisão de um recurso que sua defesa impetrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o TSE não emitir decisão informando se o prefeito cassado pode ser reconduzido ao cargo até dezembro, a presidência do TRE-AC informou nesta semana que uma nova eleição será realizada em Sena Madureira. De acordo com o Tribunal, há a possibilidade de ser realizada uma eleição indireta, e a decisão ficaria a cargo dos vereadores do município.

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