Denúncia é chance para comprovar inocência, diz Azeredo

Senador tucano, ministro Mares Guia e mais 13 foram denunciados pelo procurador por mensalão mineiro

Rosa Costa, do Estadão

22 de novembro de 2007 | 16h29

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais e acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento no chamado "mensalão" tucano, afirmou, em nota distribuída nesta quinta-feira, 22, que a denúncia feita contra ele pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, serve para que prove inocência.     Veja Também:        Entenda o mensalão mineiro  Mares Guia é denunciado por mensalão mineiro Confira a íntegra da denúncia  Veja quem são os 15 denunciados pelo mensalão mineiro  Procuradoria pede julgamento separado de sócio de Valério FHC não defende Azeredo e diz que 'quem tem culpa, paga' Cotado para vaga, Múcio torce para que Mares Guia fique Saída de Mares Guia não atrapalhará CPMF, diz Mantega   "É a oportunidade para que seja definitivamente comprovada minha correção e para que seja encerrados a injustiça e o embuste político dos quais tenho sido vítima há mais de dois anos. Reafirmo, antes de tudo, que não houve mensalão em Minas Gerais. As questões financeiras envolvendo a campanha eleitoral de 1998 não foram de minha responsabilidade, conforme confirmado com documentos e depoimentos na CPMI dos Correios", afirma.   Na nota, o ex-governador diz ainda que não houve desvios de recursos públicos na campanha eleitoral de 1998 ao governo mineiro, quando se candidatou e não conseguiu se reeleger. "Conforme já esclareci, os empréstimos feitos pela SMP&B junto ao Banco Rural não tiveram meu conhecimento ou autorização. Também não contaram com minha assinatura, meu aval ou de membros do PSDB. Além disso, as estatais mineiras citadas têm autonomia financeira."   Azeredo diz que lhe causa "estranheza" a desigualdade entre o tratamento dado a ele e o tratamento dado a outros candidatos majoritários que também tiveram problemas em campanhas eleitorais. "É lastimável que o relatório produzido pela PF (Polícia Federal) oferecendo respaldo para a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) tenha se baseado em falsa documentação. Trata-se de um engodo politicamente manipulado por meus adversários políticos. Tal documentação foi fabricada por um lobista que responde a diversos processsos, inclusive por falsificação de documentos. Aliás, esse falsário é por mim processado."   Sobre a denúncia do MPF, Azeredo diz também: "Suspeito de que seja uma tentativa de comprometer a mim, ao meu partido e ao meu Estado, numa espécie de contrapartida às questões enfrentadas pelo governo e seus aliados."

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