Denúncia de Paulo Octávio foi 'política', diz advogado

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o ex-vice-governador do Distrito Federal Paulo Octávio, criticou nesta sexta a decisão do Ministério Público Federal de oferecer denúncia contra seu cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por envolvimento no escândalo do mensalão do DEM. Para Kakay, como é conhecido, a acusação criminal foi mais uma "resposta política" para o fato de Paulo Octavio também ter sido obrigado a deixar o poder, na esteira das denúncias de corrupção.

RICARDO BRITO, Agência Estado

29 de junho de 2012 | 20h48

"Foi mais uma justificativa para terem feito todo aquele barulho", reagiu ele, que já teve acesso à acusação penal. Ele referia-se ao fato de Paulo Octávio e o ex-governador do DF José Roberto Arruda terem sido envolvidos nas investigações e o próprio MPF ter pedido intervenção federal em Brasília. Arruda, lembrou, chegou a ser preso. "É uma resposta política, eles tinham que dar uma satisfação", emendou.

O advogado do ex-vice-governador ressaltou que, durante as investigações, a Polícia Federal não tinha pedido sequer o indiciamento de Paulo Octavio. Para o defensor, a denúncia só saiu por causa da pressão dentro do próprio Ministério Público para que o caso tivesse algum desdobramento penal.

Kakay disse que "parece uma infelicidade" a coincidência de a denúncia do mensalão do DEM ter saído a pouco mais de um mês para o início do julgamento do mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "É como se o MP dissesse: olha, nós somos independentes, acusamos a todos", afirmou ele, lamentando o que considera de "politização" do Ministério Público. Kakay foi recentemente contratado pelo publicitário Duda Mendonça para atuar na defesa no julgamento do mensalão do PT.

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