Denúncia contra Renan cita notas frias e desvio de verbas do Senado

Senador é o candidato favorito para assumir a presidência da Casa

Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo

01 de fevereiro de 2013 | 12h00

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou nesta sexta-feira, 1, que denunciou o senador Renan Calheiros no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. A íntegra da denúncia, publicada pela revista Época, será analisada pelo STF em data ainda não prevista. Se aceita, Calheiros passará da condição de investigado para a de réu.

A investigação foi aberta depois do surgimento de suspeitas de que o senador tinha despesas pessoais pagas por um empresário. Para justificar o dinheiro usado, por exemplo, para o pagamento de pensão a uma filha, ele apresentou documentos que, segundo o procurador, são falsos. "O peculato é em relação à utilização daquela verba de representação que os senadores têm e que cuja utilização tem de ser comprovada. E ele comprovou isso com notas frias", explicou há pouco Gurgel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.