Denúncia contra Renan causa 'estranheza', diz presidente do PMDB

Senador, que é candidato da sigla à presidência da Casa, foi denunciado pelo Ministério Público por suposto uso de notas frias em prestação de contas

Denise Madueño, Agência Estado

29 de janeiro de 2013 | 17h01

BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), declarou nesta terça-feira, 29, "achar estranho" a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) às vésperas para a eleição do novo presidente do Senado. Calheiros, que é candidato à Presidência do Senado, foi denunciado pelo Ministério Público por suposto uso de notas frias em prestação de contas, em caso que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Respeito o Ministério Público e o procurador Roberto Gurgel. É da natureza do Ministério Público (a denúncia), mas causou estranheza o momento. Ele fez a denúncia na véspera da eleição. Mas, repito, tenho todo o respeito ao Ministério Público", disse. Raupp considerou comum o MP ter apresentado denúncia envolvendo pessoas que ocuparam cargos públicos, mas negou que haja qualquer constrangimento ao fato de Renan ser o candidato do partido a ocupar a presidência do Senado para o próximo biênio.

"Não encontramos nenhuma prova de irregularidade nas acusações contra ele (Calheiros). Por ser o maior partido no Senado, o PMDB tem a prerrogativa de indicar o nome para presidir a Casa. No entanto, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) pretendem disputar o cargo na eleição que acontecerá na próxima sexta-feira (01). Renan é o único nome do PMDB na disputa", disse Raupp.

A bancada do PMDB no Senado vai se reunir a quinta-feira (31) à tarde para indicar oficialmente o nome de Renan para o cargo. Também na quinta-feira a bancada deverá escolher um novo líder no Senado. Estão em disputa os senadores Eunício Oliveira (CE) e Romero Jucá (RR).

Raupp disse acreditar "no consenso e no bom senso" para a escolha do líder. Renan Calheiros, Romero Jucá e Eunício Oliveira discutiram hoje a sucessão na bancada junto com o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, na residência do presidente do Senado, José Sarney, após almoço de confraternização. Sarney reuniu senadores, Temer e a ministra da Cultura, Marta Suplicy (que já ocupou o cargo de vice-presidente do Senado) em um almoço em homenagem ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). Assim como Sarney, Marco Maia deixa a presidência da Câmara nos próximos dias. A eleição da Câmara está marcada para a próxima segunda-feira (4).

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