Denise Abreu chega ao Senado para depor e se diz 'tranqüila'

Ex-diretora da Anac irá falar sobre o suposto tráfico de influência exercido por Dilma na venda da Varig

Agência Senado,

11 de junho de 2008 | 10h23

A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, chegou ao Senado na manhã desta quarta-feira, 11, protegida por seguranças da Casa. "Estou segura, estou tranqüila e trouxe os documentos", disse ela. Denise irá falar à Comissão de infra-estrutura sobre o suposto tráfico de influência, por parte da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na venda da VarigLog e da Varig ao fundo americano Matlin Patterson.  As acusações de Denise foram feitas em entrevista exclusiva ao Estado, em 4 de junho (lei aqui).  Veja também:Zuanazzi volta atrás e depõe sobre venda da Varig na quartaDilma repassa argumentos contra depoimento de Denise AbreuPSDB vai reagir a manobras da base aliada contra Denise AbreuLula diz que denúncias sobre venda da Varig são 'abomináveis'MPF vai investigar sócios da VarigTurbulências da Varig   Mesmo não tendo poderes de investigação, a sessão promete os tumultos habituais de CPIs. Denise Abreu foi a primeira a confirmar presença. Já a participação de Zuanazzi foi cercada de mistério. Primeiro, ele comunicou à assessoria de Perillo que não iria. Na última terça, porém, mudou de idéia. Além de proteção pessoal, o ex-dirigente da Anac pediu, por meio de líderes do PT, para não ficar na mesma sala com Denise.  A idéia de Perillo é ouvir individualmente cada convidado. Enquanto o Planalto abastecia seus aliados para defender Dilma das acusações, o PSDB e o DEM preparavam suas indagações. O alvo do debate será a ministra Dilma, mas os oposicionistas querem saber sobre a sucessão da dívida da Varig e a participação ilegal de empresa estrangeira na transação.  Os oposicionistas vão reagir a eventuais tentativas da base aliada de desqualificar Denise ou desviar o foco da audiência. Perillo afirmou que ela terá total liberdade na exposição. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a oposição não deixará que a sessão se transforme em teatro. "Os fatos falam por si só e são altamente comprometedores para a Casa Civil. Mas não vamos colaborar com nenhuma manobra para desqualificar os depoentes." Já o líder do DEM, senador José Agripino (RN), espera que Denise apresente provas e circunstâncias do processo de negociação.  (com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo)

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