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Dengue já atingiu 70 mil cariocas

No primeiro dia de mobilização militar contra a dengue no Rio de Janeiro, o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado nesta quarta-feira, confirma que o Estado vive a pior epidemia da história, muito pior do que a 1991. Desde janeiro foram registrados 69.427 casos da doença e 27 mortes. "Essa é, com certeza, a pior epidemia que o Rio já teve. E digo isso porque já acompanhei outras epidemias", afirma o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino.O total de notificações dos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 68.716, já supera em quase 15 mil o número registrado nos primeiros dois meses de 1991. Naquele ano, o Rio teve 24 mortes, três a menos do que as confirmadas em pouco mais de 60 dias de 2002. Segundo Cantarino, as notificações ainda podem aumentar, pois como muitos registros ainda não chegaram à Secretaria, não é possível considerar os meses de janeiro e fevereiro fechados.Mesmo assim o secretário espera que no mês de março a epidemia comece a cair. "Não dá para prever o que vai acontecer porque não temos bola de cristal, mas acho que essa mobilização contra o mosquito vai reduzir o número de casos", disse.Até o último balanço estadual haviam sido confirmadas 24 mortes, mas hoje mais três mortes entraram na estatística. As três ocorreram na cidade do Rio. A capital fluminense também é a líder em número de casos. Dos 69.427 casos, 28.223 foram registrados no município do Rio. A cidade também é a campeã em mortes - 21 das 27 vítimas fatais - e em dengue hemorrágica, com 372 dos 826 casos da forma mais perigosa da doença. O município de Duque de Caxias está em segundo lugar no ranking, com 6.227 casos de dengue, 301 deles hemorrágicos e duas mortes. Logo depois vem Niterói (4.921 e 45 hemorrágicos) e São Gonçalo (4.446 e 31 hemorrágicos). Cantarino alertou, no entanto, que um dos motivos para o grande número de casos deste ano é a melhora no sistema de notificações. "Sem dúvida hoje conseguimos reunir as notificações com mais precisão e velocidade do que o sistema que existia em 1991. Mesmo assim, acho que o tipo 3 é muito virulento e pode realmente estar fazendo mais casos e matando mais."

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