CELSO JUNIOR/AE
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Demóstenes Torres protocola pedido no Senado para retomar mandato

Senador era um símbolo da ética na Casa, quando em 2012, foi cassado após acusações de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlinhos Cachoeira; Senado diz que pedido é 'inédito e não tem previsão regimental'

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2017 | 20h18

O advogado do senador cassado Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM-GO), Pedro Paulo Medeiros, protocolou nesta terça-feira, 11, um pedido para que o político retome o seu mandato na Senado. Segundo o próprio advogado, “ainda não há prazo para que o assunto entre na pauta do Senado – principalmente agora que eles estão às voltas com as reformas trabalhista e da Previdência. 

Procurada, a assessoria do Senado disse que o pedido é "inédito e não tem previsão regimental, é inédito e não tem previsão regimental. de forma que será oportunamente pautado em reunião da Mesa para que possa ser definida sua tramitação."

Demóstenes era tido como símbolo da ética no Congresso, quando foi cassado há exatos cinco anos por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Em 2012, o contraventor foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo sob acusação de explorar jogos ilegais e corrupção.  Originalmente, Demóstenes teria seus direitos políticos cassado até 2027.

Como perdeu  o foro privilegiado que tinha como senador, Demóstenes não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Mas, como  procurador de Justiça do Ministério Público de Goiás, o  julgamento de Demóstenes foi para  o Tribunal de Justiça de Goiás.

E foi a Corte Especial do Tribunal de Justiça de Goiás que arquivou, no mês passado, as ações penais contra o ex-senador. O arquivamento foi uma consequência da anulação das provas e interceptações feitas pela Polícia Federal na operações Monte Carlo. “Não pesa mais nenhuma denúncia sobre Demóstenes. A partir dessa decisão, estamos trabalhando para reaver no Senado o mandato que lhe foi tirado e também a questão da inelegibilidade”.

 

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