Demóstenes sai de licença para organizar a vida

Informação sobre tentativa de anular as provas coletadas pela PF circulou no MP de Goiás

Rubens Santos, especial para O Estado

13 de julho de 2012 | 19h11

Além de reordenar a mudança de Brasília e se preparar para reassumir a função de procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás (MP), nos cinco dias que tem de licença, o ex-senador Demóstenes Torres estuda um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação de que ele tentará anular as provas circulou nos bastidores do MP de Goiás nesta sexta-feira, 13. Para Demóstenes, as interceptações da PF "não podem ser consideradas provas legais".

Embora seja uma figura conhecida, não há informações sobre o seu paradeiro. De concreto, sabe-se que não está no apartamento no Setor Oeste, em Brasília. Com área de 701,598 m2, onde mora com sua mulher Flávia, o imóvel tem sacadas, suítes, biblioteca, louceiro e quatro vagas na garagem e custou R$ 1,2 milhão. Segundo Demóstenes, é o único patrimônio que possui e ainda resta uma dívida de R$ 800 mil junto ao Banco do Brasil.

No MP de Goiás, as investigações sobre Demóstenes têm caráter independente e não podem sofrer influência de Benedito Torres, irmão do senador cassado e atual procurador-geral do Ministério Público de Goiás.

Benedito Torres. A escolha de Benedito Xavier Torres, irmão de Demóstenes, para o cargo de procurador-geral do MP é um capítulo à parte na vida dos Torres. Entre quatro candidatos, Benedito venceu a disputa por meio de eleição com 150 votos de vantagem sobre o segundo colocado, mas quem decidiu o nome de Benedito foi o governador Marconi Perillo (PSDB). "É claro que o Demóstenes exerceu uma grande influência na disputa", disse ao Estado um dos promotores derrotado na disputa.

"Na verdade, e apesar do desastre dele (Demóstenes) no Senado Federal, o MP ganhou impulso após 1994, quando (Benedito) assumiu como procurador-geral de Justiça. Isso influiu na decisão de muitos na hora do voto tríplice que escolheu o Benedito", afirmou.

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