Ed Ferreira/AE
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Demóstenes nega envolvimento com Cachoeira

O senador prestou depoimento ao Conselho de Ética nesta terça-feira (29/05)

Ricardo Brito, da Agência Estado, e estadão.com.br,

29 Maio 2012 | 15h35

SÃO PAULO - O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) afirmou que “jamais” teve qualquer atuação no esquema de jogo ilegal do contraventor Carlinhos Cachoeira. Ao longo de cinco horas prestando depoimento ao Conselho de Ética da Casa nesta terça-feira, 29, Demóstenes fez questão de rebater uma a uma às acusações de que, como sócio oculto de Cachoeira, atuou em defesa dos interesses do contraventor.

“Eu jamais tive participação em qualquer esquema de jogo ilegal”, disse. Em sua defesa, Demóstenes citou entrevista da subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques ao jornal O Estado de S. Paulo em que ela disse que não havia elementos para investigá-lo perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento com jogos de azar, patrocinado por Cachoeira.

Demóstenes admitiu ter recebido o Nextel do contraventor, mas, citando novamente a subprocuradora, disse que o fato “não é crime”.

O senador disse que nunca foi “lobista” da liberação dos bingos, proposta que está em tramitação na Câmara dos Deputados. Grampos telefônicos feitos na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sugeriram a atuação do parlamentar.

“O projeto continua onde sempre esteve”, disse. “Digo aos senhores: que lobista sou eu que não procurei nenhum colega para aprovar a legalização de jogo?”, disse.

Depois de falar ao Conselho de Ética, Demóstenes é aguardado na sessão da CPI do Cachoeira desta quinta-feira, 31.

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