Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

'Democracia nunca esteve tão forte', diz Bolsonaro em meio a atritos entre governo e Congresso

Tweet sem referência a qualquer fato específico é reação do presidente a críticas de que seu governo é autoritário

Gregory Prudenciano e Marcela Guimarães, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2020 | 15h01

O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta quinta-feira, 20, a críticas de que seu governo é autoritário e publicou no Twitter que  "a democracia nunca esteve tão forte".

A postagem, que não faz referência a qualquer fato específico, ocorre no dia seguinte ao ataque feito pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ao Congresso, em que um dos principais auxiliares do presidente apontou "chantagem" de parlamentares. As declarações provocaram forte reação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro também reagiram à revelação do Estado de que, em um jantar a residência oficial da presidência da Câmara, na terça-feira, 18, Maia, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e dez parlamentares discutiram o que consideram uma “escalada autoritária” do presidente contra a imprensa, os governadores, o Congresso e outras representações da democracia.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho "02" do presidente, citou escândalos de corrupção em governos anteriores para defender o governo do pai. "Ninguém viu a democracia ameaçada quando os poderes executivo e legislativo mantinham uma relação promíscua durante TODOS OS ANOS anteriores ao Governo Jair Bolsonaro, que resultaram nos mais catastróficos escândalos de corrupção de nossa história", publicou Carlos.

O jantar na casa de Maia foi no dia em que Bolsonaro atacou em tom sexista a jornalista Patricia Campos Melo e em meio ao novo mal-estar entre Executivo e Legislativo, pela decisão do governo de romper um acordo fechado pelo Ministério da Economia e as cúpulas da Câmara e do Senado quanto ao Orçamento impositivo. Maia atribuiu a responsabilidade pelo rompimento menos a Bolsonaro e mais ao ministro Paulo Guedes. 

Também nesta quinta-feira, o ministro da Economia disse que o Congresso "não precisa pisar no nosso pé", em referência às emendas impositivas demandadas pelos parlamentares.

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