Demitido servidor do MPF no Pará que favorecia grileiros

Acusado de favorecer um poderoso esquema de grilagem de terras públicas no sudoeste do Pará e de ostentar riqueza incompatível com o salário que recebia, o funcionário do Ministério Público Federal (MPF), em Santarém, Edilson Moura Sena foi demitido por se valer de cargo público para auferir vantagens pessoais. A demissão, assinada pelo procurador geral da República, Claúdio Fonteles, foi publicada no Diário Oficial da União. Sena agora responderá a processo criminal por peculato.O MPF realizou uma investigação completa sobre as irregularidades praticadas por Sena, inclusive promovendo com autorização judicial a quebra de seu sigilo bancário e telefônico.Em sua defesa, Edilson disse ter cometido enganos e erros em sua conduta profissional, mas jamais atos de improbidade administrativa. Ele teria relações comerciais e de amizade com o advogado Jecivaldo da Silva Queiroz, responsável pela defesa do empresário Carlos Casagrande, acusado pela polícia Federal de comandar uma quadrilha de grileiros de terras na região.O relatório das apurações enviado a Claúdio Fonteles sustenta que Sena teria escondido em sua residência processos de regularização fundiária para favorecer o esquema. Ele também foi acusado de fazer declarações fraudulentas de imposto de renda.

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