Demitido por denúncias de corrupção, assessor nega envolvimento

Ao Planalto, Idaílson José Vilas Boas Macedo, auxiliar da ministra Ideli, disse que não ter ligação com esquema de fraudes em fundos de pensão

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2013 | 23h52

BRASÍLIA - O Planalto afirma que desconhecia, até a tarde desta sexta-feira, 20, o envolvimento do assessor Idaílson José Vilas Boas Macedo com o esquema investigado pela Polícia Federal na Operação Miquéias. O Estado deixou recado na caixa postal de Idaílson, que não respondeu.

A reportagem também telefonou para o local de trabalho do assessor. No setor, funcionários da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência informaram que ele estava em uma "reunião fora". De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Idaílson teria prestado depoimento nesta sexta.

Durante a tarde, Idaílson telefonou para o chefe no Planalto, avisando que a PF o teria implicado no esquema, mas que ele não estaria envolvido. Diante das suspeitas levantadas, o assessor teria colocado seu cargo à disposição. Mas foi apenas depois da revelação de seu envolvimento, pelo estadão.com.br, que ele foi exonerado.

Na Secretaria de Relações Institucionais, ele trabalhava como assessor do subchefe de Assuntos Federativos, Olavo Noleto, também filiado ao PT de Goiás, e tinha entre suas atribuições receber prefeitos.

Telefonema. No ano passado, Olavo Noleto apareceu em investigações da PF por ter feito contato telefônico com um aliado do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No entanto, ele não estava entre os investigados e, questionado, negou que tivesse qualquer relação com Cachoeira.

Segundo fontes da Presidência, Noleto teria indicado o assessor ao cargo. Procurado, Noleto não se pronunciou ontem.

Antes de ser nomeado na Secretaria de Relações Institucionais, Idaílson trabalhou na Câmara. Ele chegou ao Planalto em 2011, com cargo de Direção e Assessoramento Superior (DAS) 4, por nomeação da ministra Ideli Salvatti, titular da pasta. Em 2012, foi promovido a DAS-5, pela caneta da ministra Gleisi Hoffmann.

O prefeito do município de Itaberaí (GO), Roberto Silva (PRTB), e o ex-prefeito de Pires do Rio (GO) Luiz Pitaluga (PSD) não foram localizados pela reportagem nesta sexta.

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