Demissões na Infraero não têm volta, diz Jobim

Segundo ele, não só o PMDB será contrariado com corte de afilhados

Alexandre Rodrigues, O Estadao de S.Paulo

08 Maio 2009 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que as demissões de afilhados políticos na Infraero continuarão e vão desagradar a outros partidos. Em palestra ontem no Clube Militar, o ministro confirmou ter recebido "reclamações" de integrantes de seu partido, o PMDB, mas afirmou que a redução de indicações políticas na Infraero não tem volta. "Há manifestações de alguns partidos e provavelmente teremos de outros quando as coisas continuarem. Não tem indicação exclusiva do PMDB, há indicados de vários partidos", ressaltou o ministro. Jobim tocou no tema ao responder a um dos militares da plateia que perguntou se ele tem apoio no governo para seguir com a profissionalização da Infraero e citou a demissão de 28 nomeados. "Não foram só 28, tem mais", respondeu o ministro, negando conflito com o PMDB. "Vamos coordenar com tranquilidade." Depois em entrevista, ele admitiu ter recebido "manifestações" de "alguns integrantes" do PMDB, mas não interpretou as queixas como sendo do partido. De acordo com Jobim, não há espaço para recuar das mudanças que estão sendo promovidas na estatal. "A profissionalização é um processo longo de modernização para que a Infraero responda às necessidades internacionais e de desenvolvimento do tráfego aéreo do Brasil", enfatizou. "A infraestrutura aeroportuária brasileira precisa responder a tudo isso, precisa ter fôlego e de uma empresa competitiva." O ministro reconheceu que a reestruturação de cargos ainda não está completa, mas foi enfático sobre a impossibilidade de outra alternativa. "É uma regra." Jobim disse não crer que a articulação da aliança nacional para as eleições em 2010 esteja estimulando o PMDB a reivindicar mais cargos no governo. Ele também não quis opinar sobre a movimentação do partido para ter um assento no núcleo político, disputando o Ministério das Relações Institucionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.