Demissão na Infraero 'não é questão partidária', diz Jobim

Ministro diz que saída de apadrinhados políticos da empresa é questão de eficiência e não haverá recuo

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

11 de maio de 2009 | 13h13

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta segunda-feira, 11, que o processo de enxugamento de cargos comissionados na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai continuar. Jobim esteve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil, acompanhado do presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva. Dos 98 cargos comissionados, 28 apadrinhados políticos já foram afastados, restando, portanto, 70. A ideia é que todo o processo seja concluído até o meio do ano.

 

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Jobim explicou que todas as pessoas serão avisadas antecipadamente, mas que não haverá reversão no processo por causa das pressões políticas. "Não é questão partidária, é eficiência", afirmou o ministro, explicando que a empresa precisa ser preparada para a abertura de capital. Ele disse que vai conversar com os políticos, "mas sem recuo". "Ou nós temos uma coisa séria, ou não funciona", afirmou. "Se não for séria, não é ambiente para mim", afirmou Jobim. Ele disse, no entanto, que não colocou a situação nesses termos para o presidente Lula. "Não coloquei nesses termos, mas o presidente sabe. O que não funciona eu não opero", afirmou.

O ministro informou ainda que não haverá aproveitamento de apadrinhados políticos que foram afastados dos cargos. Ele disse que entre os comissionados há inúmeros militares que vão retornar aos seus postos. O ministro disse que tem procurado os políticos para explicar as razões da revisão das indicações. "Estamos examinando o nome do todo mundo, fazendo uma análise. O processo é irreversível. O problema não é questão partidária. Precisamos de uma empresa eficiente, competitiva, que possa enfrentar os problemas que vierem, principalmente por causa das concessões que iremos fazer, que exigem musculatura e competência", afirmou o ministro.

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