Andre Dusek/AE - 16.08.2011
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Demissão de ministro não é crise, diz líder do governo

Deputado Cândido Vaccarezza afirma que saída de quatro titulares de pasta por suspeitas de corrupção não indicam tensão entre Planalto e Congresso

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

20 de outubro de 2011 | 12h46

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira, 20, não ter havido nenhuma crise no governo Dilma Rousseff apesar de quatro ministros demitidos em meio a suspeitas de corrupção. Para Vaccarezza, as demissões não são resultado de qualquer crise.

 

“Não teve nenhuma crise. Não vamos confundir demissão de ministro com crise de governo. O governo não perdeu nenhuma votação importante e a Dilma e o governo estão bem avaliados nas pesquisas de opinião”, disse o líder governista.

 

A declaração de Vaccarezza acontece enquanto mais um ministro está na corda bamba devido a denúncias. Orlando Silva, do Esporte, está na berlinda desde sábado quando reportagem da revista Veja afirmou que ele recebeu dinheiro de propina do programa Segundo Tempo.

 

O líder governista procurou minimizar o fato de a oposição ter conseguido convidar o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira para comparecer à Casa. Foram o policial e o motorista os autores da denúncia contra Orlando Silva.

 

Segundo Vaccarezza, permitir o convite foi “de propósito” porque o governo queria evitar dar um palanque para a oposição. “Vocês que a gente daria um cochilo se quisesse evitar isso? A oposição queria um palanque e se a gente fosse lá evitar eles teriam conseguido”.

 

O discurso é diferente do feito pelo próprio Vaccarezza na terça-feira quando Orlando foi ouvido em duas comissões da Casa. Na ocasião, ele afirmou que o assunto estava encerrado e que não se poderia convocar o policial para dar um palanque a ele. Agora, ele afirma que como João Dias Ferreira já falou à Polícia Federal e à imprensa não há problema em que ele venha também à Câmara.

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