Demarcação em ilhas afetaria cultura de índios, diz Marina Silva

Para a ex-ministra do Meio Ambiente, presença de arrozeiros na Raposa altera rotina e costumes dos indígenas

Agência Brasil,

10 de dezembro de 2008 | 12h16

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC) afirmou nesta quarta-feira, 10, que a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em ilhas seria "anormal". Ela acompanha, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de ação que contesta a demarcação da reserva em área contínua.   Veja também: Leia a íntegra do voto do ministro Menezes Direito Blog da Raposa - acompanhe o julgamento no STF  A disputa pela Raposa Serra do Sol  Decisão da Raposa servirá a outros casos, diz Mendes Decisão do STF sobre Raposa afetará outras áreas, diz Funai Entenda a sessão do STF e veja como votaram os ministros em outras questões  Leia a íntegra do voto do relator, a favor da demarcação contínua    "Espero que prevaleça o Artigo 231 da Constituição Federal e que não se tenha uma quebra na normalidade no que concerne à demarcação de terras indígenas, que ela seja de forma contínua", disse Marina. "A demarcação em forma de ilhas desconstrói não só a terra, mas a própria cultura, a identidade e a possibilidade de que essas comunidades [indígenas] possam seguir seu destino de acordo com a sua tradição", completou a senadora.   Sobre a possibilidade de conflito entre índios e produtores de arroz que vivem na Raposa após o término do julgamento no Supremo, independentemente da decisão, Marina Silva ressaltou que é papel do Estado mediar essas questões. "Se alguém está querendo passar por cima da Constituição Federal, há que se colocar todos os meios possíveis para evitar qualquer forma de conflito."   O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também acompanha o julgamento e disse esperar que a decisão do STF respeite o direitos dos povos indígenas.

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