Demarcação contínua inviabiliza economia de RR, diz Quartiero

Líder dos arrozeiros afirma que expulsão dos não-índios da Raposa Serra do Sol significaria o fim do Estado

Agência Brasil,

10 de dezembro de 2008 | 11h09

O líder dos arrozeiros e prefeito do município de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, afirmou que a manutenção da demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol significaria o fim do Estado de Roraima. "   Veja também: Leia a íntegra do voto do ministro Menezes Direito Blog da Raposa - acompanhe o julgamento no STF  A disputa pela Raposa Serra do Sol  Decisão da Raposa servirá a outros casos, diz Mendes Decisão do STF sobre Raposa afetará outras áreas, diz Funai Entenda a sessão do STF e veja como votaram os ministros em outras questões  Leia a íntegra do voto do relator, a favor da demarcação contínua    É um contra-senso diante dessa crise internacional muito séria pensar em uma demarcação que inviabilize a produção econômica do estado", disse Quartiero, ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assistir ao julgamento da constitucionalidade da demarcação contínua da reserva, retomado nesta quarta-feira, 10.   A expectativa dele é que os demais ministros do Supremo acompanhem o voto do relator, Carlos Ayres Britto, que em agosto deste ano se posicionou a favor da demarcação contínua, com a saída de todos os não-índios da terra indígena. O prefeito de Pacaraima disse esperar que o STF "faça justiça e tenha misericórdia de Roraima e de seu povo".   O governo de Roraima afirma que 7% do seu PIB vem das plantações de arroz na reserva e que não é possível transportar essas plantações de forma eficaz para outras regiões. O governo estadual também acredita que com mais de 45% de áreas em reserva o desenvolvimento econômico geral do Estado fica comprometido.   (com BBC)

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