DEM vê improbidade em ato administrativo pró-Dilma

Oposição ingressa com representação na Procuradoria-Geral da República

Sandra Manfrini e Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2008 | 00h00

Candidata do Planalto à presidência em 2010, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, virou alvo. O DEM entrou ontem com uma representação na Procuradoria Geral da República para que seja apurada a ocorrência de improbidade administrativa ou crime de responsabilidade, praticado pela ministra e demais agentes públicos, durante reunião com movimentos sociais realizada ontem no Palácio do Planalto. Durante o encontro, a ministra Dilma foi saudada por representantes de vários movimentos sociais, com aplausos e gritos, como a futura presidente da República.Segundo a assessoria jurídica do partido, a "Constituição Federal veda a promoção pessoal de autoridades públicas (princípio da impessoalidade administrativa), principalmente em casos com o presente, em que o agente se utiliza da estrutura (Palácio) e do cargo (ministra) para projetar politicamente sua imagem".A representação ainda pretende apurar se os manifestantes foram deslocados de forma proposital ao evento ou se, até mesmo, tiveram os gastos custeados pelo dinheiro público. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que jantou com sindicalistas na Granja do Torto, na quarta-feira, fez inúmeros elogios a Dilma. "Ela é a mais qualificada, a mais preparada", disse o presidente, ao lado de Dilma, na mesa em que era servido um churrasco na Granja do Torto. Lula avisou ainda que "vai conversar com ela depois", "lá pelo ano que vem", conforme contou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto.A crise econômica, no entanto, dominou as conversas entre Lula e os representantes das seis centrais sindicais. O presidente insistiu no apelo a todos para que mantenham o otimismo dos trabalhadores e façam com que entendam que precisam continuar a consumir, para manter a economia girando, senão, será pior para todos. "A crise será pior se houver crise de confiança. Aí a coisa fica pior ainda", comentou Lula, apelando aos trabalhadores para convencerem a todos a continuarem comprando.

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